Manifesto Construindo o Futuro: tecnologia para libertar o pequeno empresário

Aprendi a programar no ensino médio, em escola pública. Foi a educação gratuita que me deu uma carreira.
Fui CTO de uma fintech e ajudei a construí-la desde o início. Foram mais de cinco anos de trabalho duro, aprendizados, muito estresse, noites e finais de semana.
Eu acreditava que, para conquistar o que eu queria, tinha que trabalhar enquanto os outros dormiam. Trabalhei. E cheguei ao fim cansado, triste, infeliz com o lugar onde eu estava.
Durante essa jornada, tive contato com muitos negócios, pessoas, fornecedores e clientes. De empresas gigantescas a pequenas clínicas de bairro, vi realidades muito diferentes.
Vi grandes empresas investirem em consultorias especializadas em inteligência artificial para treinar seus colaboradores, enquanto pequenos negócios locais não tinham nem um site profissional.
E comecei a me perguntar: se a tecnologia está avançando tão rápido, por que tantos pequenos empresários continuam trabalhando como faziam há vinte anos?
Foi dessa inquietação que nasceu a vontade de construir algo diferente.
O que eu vejo
Os negócios locais são a base do Brasil. A clínica do bairro, a ótica, a pequena construtora, o escritório de contabilidade. São eles que sustentam boa parte da economia e geram milhões de empregos.
E eles já estão descobrindo a inteligência artificial.
Mais da metade dos donos de pequenos negócios usou IA nas últimas semanas, segundo o Sebrae. Mas, na maioria dos casos, esse uso ainda se limita a conversar com um chat, tirar dúvidas, escrever mensagens ou pedir ideias.
Uma coisa é usar inteligência artificial para resolver uma dúvida. Outra é ter essa tecnologia integrada ao funcionamento de uma empresa.
Os dados sobre adoção de IA pelas empresas mostram o tamanho dessa diferença.

Enquanto apenas 15% das pequenas empresas representadas no levantamento adotaram alguma tecnologia de IA, entre as grandes esse número chega a 50%.
E essa diferença importa.
As grandes empresas estão integrando inteligência artificial aos seus sistemas e processos. Automatizam cobranças, analisam informações e tomam decisões com ferramentas que antes pareciam ficção científica.
A distância entre o grande e o pequeno, que a tecnologia poderia diminuir, corre o risco de aumentar.
Penso no dono de um pequeno negócio que passa o dia atendendo clientes, resolvendo problemas com funcionários e fornecedores e, quando chega em casa, ainda precisa conferir pagamentos, cobrar inadimplentes e atualizar planilhas.
Ele não precisa de mais um sistema complicado para alimentar. Precisa de tecnologia que trabalhe por ele. Que organize informações, antecipe problemas e resolva tarefas enquanto ele cuida do que realmente importa.
Essa tecnologia já começa a existir. Mas ainda não chega a todos da mesma maneira.
E no meio dessa transformação tem muita gente no palco. Vendendo cursos de como ganhar 10 mil por mês com IA. Eventos gratuitos que terminam em uma oferta. Promessas demais, entrega de menos.
Criou-se um mercado em que vender a promessa da transformação parece, muitas vezes, mais lucrativo do que entregar a transformação.
Eu acredito em outra coisa.
“A melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo.” — Alan Kay
No que eu acredito
Quero construir uma empresa que leve tecnologia de ponta aos pequenos negócios. Mas não basta decidir o que construir. Também importa como fazer isso, com quem e a que custo.
Esses são os princípios que quero levar comigo.
1. A tecnologia é para melhorar a vida e o trabalho das pessoas.
Não para prender a sua atenção, como fazem as redes sociais, nem para te dar mais trabalho.
Ela deve servir às pessoas. Melhorar as condições de trabalho, resolver problemas e liberar tempo do dono do negócio.
A tecnologia não torna o futuro melhor por si só. Isso depende do que escolhemos construir com ela.
2. O pequeno negócio merece a mesma tecnologia dos gigantes.
O que uma grande empresa paga milhões em consultoria para ter, o pequeno também deveria conseguir acessar.
Do jeito dele: simples, rápido, muitas vezes pelo próprio WhatsApp, sem precisar instalar aplicativos, configurar sistemas complicados ou contratar uma equipe de tecnologia.
O pequeno empresário não precisa aprender a trabalhar para o software. O software é que precisa aprender a trabalhar para ele.
3. Economia real, não negócios de palco.
Prefiro um negócio que dá lucro e resolve um problema de verdade a uma ideia bonita que só existe na apresentação.
Não quero construir uma empresa para impressionar investidores com números que ainda não existem. Quero construir algo que os clientes valorizem e estejam dispostos a pagar para usar.
Não acredito no culto aos unicórnios. Prefiro vacas leiteiras.
4. Poucas e boas pessoas, bem valorizadas.
Quero trabalhar com gente muito boa, que não precisa de ninguém olhando por cima do ombro.
Gente que ganha bem, tem autonomia e cresce junto. Quero que quem constrói comigo também participe da riqueza que ajudou a criar.
Alinhamento de interesses.
5. Trabalho duro no que gera valor.
Eu gosto de trabalhar. Se precisar ficar até tarde ou pegar um final de semana, eu pego.
Mas aprendi que trabalhar muito não significa necessariamente construir algo importante.
O esforço precisa valer a pena: para o cliente, para quem está do meu lado e para mim.
Não quero construir uma empresa que promete liberdade aos clientes enquanto tira a liberdade de quem trabalha nela.
Tempo livre também é resultado.
6. Simplicidade e honestidade.
Falo simples e prometo o que consigo entregar.
Não vendo nem faço milagre. Não quero esconder um produto ruim atrás de um discurso bonito ou de uma tecnologia da moda.
Quero que o cliente fique porque está feliz, não porque assinou um contrato. Se não estiver satisfeito, pode ir embora.
Meu trabalho é fazer ele querer ficar.
7. Devolver para a sociedade e construir o futuro.
Eu aprendi a programar de graça. Alguém, em algum momento, decidiu que pessoas como eu deveriam ter acesso àquela oportunidade.
Isso mudou minha vida.
Por isso quero mostrar como faço, ensinar o que sei e abrir caminho para mais gente.
Quero construir coisas que durem mais do que eu. E, se der certo, quero que outras pessoas também tenham a oportunidade de construir as suas.
O que eu quero construir
Quero levar tecnologia de ponta para os negócios locais e melhorar a vida de quem usa, de quem constrói e de quem está do meu lado.
Quero ver meus produtos nas mãos de milhares de empresários pelo Brasil.
Quero que o dono de uma pequena empresa tenha acesso a ferramentas que hoje parecem reservadas às grandes corporações. Que ele consiga entender seu negócio, tomar decisões melhores e crescer sem precisar multiplicar a burocracia.
Que possa chegar em casa mais cedo. Passar mais tempo com a família. Tirar férias sem sentir que tudo vai parar.
Que a tecnologia finalmente esteja do lado dele.
Não quero apenas construir softwares. Quero construir uma empresa que prove que é possível fazer bons negócios, valorizar as pessoas e criar tecnologia que realmente melhore a vida de quem a utiliza.
Sei que parece grande. Pode ser.
Mas a gente precisa de ideais para lutar.
Estou começando pequeno, um cliente de cada vez.
Estou plantando.
Se isso faz sentido para você
Se você tem um negócio local e quer trabalhar melhor, vamos colaborar.
Se você é muito bom no que faz e quer construir algo de verdade, sem palco, quero me conectar com você.
Se você quer acompanhar, vou mostrar tudo o que eu faço por aqui, toda semana.
Espero que esse texto tenha te encontrado bem,
João
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